
4 de novembro de 2009
well, I really think you should quit smoking.

I am feeling very warm right now
please don't disappear.
I am spacing out with you
you are the most beautiful entity that I've ever dreamed of.
(air )
13 de outubro de 2009
3 de outubro de 2009
fogo e noite.

foi numa noite quente de verão que eu vi o fogo fundir-se com o negro do céu.
as chamas baloiçavam ao som de yann tiersen, harmoniosas. sentada à beira do rio, pensava no plano infinito e na hermenêutica das coisas simples, tentando explicar a mim mesma como é que uma figura jovem, tão frágil quanto ágil, tão mágica quanto banal, conseguia, com duas tochas, um rádio e um anfiteatro de rua, um espectaculo tão vivo e rejubilante.
e dançámos, noite fora, numa valsa interminável: eu, o fogo e a escuridão.
13 de julho de 2009
and sure in language strange.
6 de julho de 2009
22 de junho de 2009
das despedidas.
16 de junho de 2009
deixa-me entrar.
please oskar... be me, for a little while.
(låt den rätte komma in, tomas alfredson)
não consigo dizer até que ponto este filme mexeu comigo. uma história de horror, vampiros, sangue e morte tão bem enquadrada na fábula do primeiro amor de oskar e eli.
ao contrário de outros romances vampirescos (*coffcoff*twilight*coffcoff), deixa-me entrar foca vários clichés de uma maneira impressionantemente natural, desde permissão para entrar em casa (daí o título do filme) à capacidade de combustão espontânea do sangue em contacto com a luz solar. para não falar da qualidade fotográfica e sonora que remete o espectador directamente para o cenário da acção.
um filme que me impressionou sim, tanto pelo horror como pela beleza e doçura de como é tratado o amor.
e posso ainda dizer que não estou ansiosa por ver a versão americana e hollywoodesca. acho que é esta veia independente/horror/de outra cultura (sueca) que o faz ser um exemplo a ser citado num mercado internacional cada vez mais interessado em filmes locais.
9 de junho de 2009
21st. wishlist.

two years ago, I was afraid of wanting anything. I figured wanting would lead to trying, and trying would lead to failure. but now I find I can’t stop wanting. I want to fly somewhere in first class. I want to travel to europe on a business trip. I want to get invited to the white house. I want to learn about the world. I want to surprise myself. I want to be important. I want to be the best person I can be. I want to define myself, instead of having others define me. I want to win and have people be happy for me. I want to lose and get over it. I want to not be afraid of the unknown. I want to grow up to be generous and big-hearted, the way people have been with me. I want an interesting, surprising life. Its not that I think I’m gonna get all of these things. I just want the possibly of getting them.
(friday night lights)
que os 21 sejam tão maravilhosos como os 20. ou mais ainda!
2 de junho de 2009
amor, escárnio e mal dizer.*
é aquele olhar certeiro, indiscreto, inflamado de prazer.
é o riso escarninho de quem se esconde atrás de um pudor fingido. a primeira pedra atirada debaixo de um telhado de vidro.
há pessoas que gostam de viver a vida dos outros. e não sabem viver de outra maneira.
* sempre achei um piadão a este título.
e amanhã... que venha AC/DC!
27 de maio de 2009
sounds like a vow.
26 de maio de 2009
24 de maio de 2009
die welle.
(die welle, de Dennis Ganse) acreditam na possibilidade da imergência de uma nova ditadura na alemanha? estes alunos responderam que não.
rainer wenger é o professor que toda a gente gostaria de ter. moderno, descontraído, vestindo uma t-shirt de ramones, é escolhido para leccionar autocracia para uma semana de disciplinas à escolha. contrariado com o tema, decide planear as suas aulas de um modo pouco convencional.
demonstra os pilares do regime instaurando na sala de aula, o seu próprio. obriga-os a executarem as suas ordens, independentemente de quais sejam. ensina-lhes o poder através da disciplina, o poder através da união. a brincadeira é bem recebida por todos, que quiseram participar. criam o nome do grupo, die welle (a onda), um símbolo, um cumprimento e um uniforme e a experiência alastra-se pra fora da escola, atraíndo cada vez mais apoiantes. começam a ajudar-se uns aos outros, a organizar festas próprias e a excluir todos aqueles que não quiseram aderir. não durou muito até que o orgulho e a satisfação em fazer parte de algo maior os fizesse alastrar o simbolo da organização e vandalizar o património público.
uma experiência que foi longe demais e que se assemelha ao inicio no nazismo de Hitler e prova que, tal como aconteceu anteriormente, é impossivel sair ileso deste condicionamento subliminar.
acompanhado de uma banda sonora fantastica, die welle passou para a lista dos meus filmes preferidos, não só pela mensagem atrás da história, mas por todo o trabalho de produção/realização associado ao filme.
ver trailer, aqui.
12 de maio de 2009
hoje sinto-me
leve.
a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes.
(a insustentável leveza do ser, milan kundera)
às vezes sabe bem ser ar, nem que seja por uns momentos. provar o vácuo que preenchemos diariamente, no fundo, de pequenos grandes nadas. hoje, sinto-me leve, e sinto-me bem.
(só me faltas tu).
27 de abril de 2009
em busca de uma àsia adormecida.

hoje tenho saudades. picos no peito que me incomodam, que me embrulham numa nostalgia que se esconde atrás de um suspiro demorado. não tenho saudades do que já foi. mas hoje percebi o quão frágil é o tempo, e o quão inacessíveis são as nossas experiências mais marcantes. conheci o mundo criança. desse mundo, poucas são as recordações verdadeiramente nítidas. são como que polaroids gastas com o passar dos anos. assistimos, inevitavelmente, sem querer, à sua progressiva degradação.
hoje, na faculdade de letras, por uns breves momentos, regressei à àsia. e não soube dizer se era da minha àsia de que falavam. tenho saudades.
25 de abril de 2009
tisana 106.
22 de abril de 2009
he's just not that into you.
hoje vi, pela segunda vez, o he's just not that into you. sim, foi preciso uma segunda vez para perceber se tinha gostado ou não. o conceito é fofinho, há dialogos óptimos (principalmente entre a dupla gigi e alex). já o filme...não tão bem conseguido. brinca com os diferentes dramas amorosos vividos por um leque de personagens com historias interligadas, mas acaba por se tornar um bocado enfadonho e com pouca piada. paciência.
no entanto, consegui reter algumas coisas do filme:
- a ginnifer goodwin e o jason long são o melhor casal de chick flicks de todo o sempre.
- vou ensinar o namorado a ser como o ben affleck nas lides domésticas.
deixo aqui o video da minha parte *awww* :). enjoy. (a qualidade não é das melhores, mas foi o único que encontrei).
15 de abril de 2009
2 days in paris.
diz que me tenho desleixado um bocadinho por aqui. não, não estive em paris (infelizmente), estive nos açores e também foi maravilhoso.
2 days in paris é um filme escrito, dirigido e protagonizado pela amorosa julie delpy. uma comédia levezinha e reflexiva sobre relacionamentos, que lembra os primeiros anos de woody allen. marion (delpy) é uma jovem francesa que trabalha como fotografa em nova iorque e, para reavivar a chama do seu namoro, leva jack a conhecer paris, a sua cidade natal, a sua familia, o seu passado. e é aqui que começa todo o conflito: o choque cultural, a língua, os costumes, a revelação de um passado enterrado, cheio de ex-namorados e balões inconvenientes.
foi a segunda experiência na direcção de longas-metragens da actriz e, sem pretenciosismos alguns, construiu uma narrativa tão consistente como inteligente, recheada de bons diálogos.
that's all we ask for, n'est pas?
2 days in paris é um filme escrito, dirigido e protagonizado pela amorosa julie delpy. uma comédia levezinha e reflexiva sobre relacionamentos, que lembra os primeiros anos de woody allen. marion (delpy) é uma jovem francesa que trabalha como fotografa em nova iorque e, para reavivar a chama do seu namoro, leva jack a conhecer paris, a sua cidade natal, a sua familia, o seu passado. e é aqui que começa todo o conflito: o choque cultural, a língua, os costumes, a revelação de um passado enterrado, cheio de ex-namorados e balões inconvenientes.
foi a segunda experiência na direcção de longas-metragens da actriz e, sem pretenciosismos alguns, construiu uma narrativa tão consistente como inteligente, recheada de bons diálogos.
that's all we ask for, n'est pas?
17 de março de 2009
a sombra do vento.

cada livro, cada volume que vês, tem alma. a alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.
(a sombra do vento, carlos ruiz zafón)10 de março de 2009
happy go lucky.
5 de março de 2009
pontos de vista.
3 de março de 2009
um desafio.
regras:
escrever uma lista com 8 coisas características suas (personalidade).
convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder.
escrever uma lista com 8 coisas características suas (personalidade).
comentar no blog de quem nos convidou.
comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “convocação”.
mencionar as regras.
descrever-me não é o meu forte. e por essa razão resolvi contornar as regras, tendo pedido à catarina, uma das pessoas que melhor me conhece, para o fazer.. e fui surpreendida pelo resultado:
descrever-me não é o meu forte. e por essa razão resolvi contornar as regras, tendo pedido à catarina, uma das pessoas que melhor me conhece, para o fazer.. e fui surpreendida pelo resultado:
mordiscando as unhas da mão esquerda, a direita está flectida segurando o enésimo cigarro do dia. ei-la, my sweet anne, meu free spirit preferido.
numa inconstância já tão familiar que aprendi a achar eternecedora, apaga o cigarro e pergunta: vamos embora? e apressa-se, escondida atrás dos óculos escuros, projectando o seu pequeno corpo para a frente como se fosse farejando o caminho.
falando em farejar, não haverá, com certeza, animal nenhum no mundo que assente tão bem ao seu dono como sua excelência quico ronhas. leal, quico segue-a, repetindo-lhe as pegadas lunáticas e uma certa forma de andar meiorafeira que consegue sempre despertar em mim a vontade de oferecer um abraço gratuito e um gesto meigo que consiga abarcar algo dessa jovialidade eterna. mas, à (muito) boa maneira gemeniana, tem tantas faces como as moedas e uma intensidade apaixonada que utiliza, juntamente com a rara inteligência para defender aqueles e aquilo em que acredita.
(catarina)

[edit: resolvi publicar esta foto, para dar a conhecer o quico, acima referido. apresento-vos o quico, na sua fase adorável e dorminhoca. agora é uma pestinha.]
espero que tenha cumprido os requesitos mínimos do desafio ^^'
Ora portanto, agora desafio:
2 de março de 2009
27 de fevereiro de 2009
uma verdade:
a maioria dos homens esconde-se atrás de obsessões para evitar O compromisso.
(dito em Roswell e confirmado por mim, o que me irrita de caraças.)
falando em obsessões, não é que eu já gastei 6 dias, 9 horas, 36 minutos e 35 segundos da minha vida em world of warcraft? shame on you, ana..
falando em obsessões, não é que eu já gastei 6 dias, 9 horas, 36 minutos e 35 segundos da minha vida em world of warcraft? shame on you, ana..
11 de fevereiro de 2009
high fidelity.

what came first, the music or the misery? people worry about kids playing with guns, or watching violent videos, that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands, literally thousands of songs about heartbreak, rejection, pain, misery and loss. did I listen to pop music because I was miserable? or was I miserable because I listened to pop music?
(high fidelity, Stephen Frears, 2000)
dia mau.
3 de fevereiro de 2009
no dia em que a terra estremeceu.

a terra estremeceu. senti o seu ruir debaixo dos meus pés. o pânico apoderou-se dos meus sentidos que quiseram fugir de dentro de mim. senti-me cair, olhei em volta e não consegui ver por entre a névoa esbranquiçada. lá fora ouvia o caos e a chuva a cair. cá dentro não ouvia absolutamente nada. o meu peito parou de bater para prestar atenção ao meu medo. o meu medo.. o meu medo que era como que um punhal que me atravessava sem eu saber ao certo porquê. as sirenes tocavam com mais força, os carros apitavam com mais frequência e as pessoas falavam cada vez mais alto. e o meu grito abafado não se ouvia em lado nenhum. chorei.
de repente tudo lá fora ficou em silêncio. olhei, estava tudo exactamente como antes.
sentiste?
14 de janeiro de 2009
24 de dezembro de 2008
ring the bells.
(love actually)
(a melhor cena de natal de todo o sempre. :'>)
feliz natal *
feliz natal *
got to tell the world weve all been dreaming
this is not the end, a new beginning.
this is not the end, a new beginning.
(ring the bells, james)
ansiosa por um novo começo, banhada num espírito natalício reconfortante.
18 de dezembro de 2008
r.
o rasgar da cortina que me tapa o horizonte. a revolta contra aquilo que me é imposto. o ruído ensurdecedor que grita ao meu ouvido. a raiva que me cega. o ranger de dentes. a rendição.
há dias que são como espaços preparados para que tudo doa.
(Roberto Juarroz)
hoje não encontrei imagens que se encaixassem no sentimento.
12 de dezembro de 2008
cansaço.
11 de dezembro de 2008
5 de dezembro de 2008
touching from a distance.

I wish I were a warhol silk screen
hanging on the wall
or little joe or maybe lou
I'd love to be them all
all new york city's broken hearts
and secrets would be mine
I'd put you on a movie reel
and that would be just fine
hanging on the wall
or little joe or maybe lou
I'd love to be them all
all new york city's broken hearts
and secrets would be mine
I'd put you on a movie reel
and that would be just fine
(poema de dia de s.valentin de ian curtis para deborah, touching from a distance de deborah curtis)
hoje encontrei o livro que andava à procura há já algum tempo. carícias distantes (ou touching from a distance) de deborah curtis, a biografia de ian curtis, e por assim dizer, de joy division. é de mim ou o título em português soa ligeiramente a porn? uhm.
(sim, a fotografia acima é do filme control e quem está com ian não é deborah, sua mulher e destinatária deste poema, mas sim annick).
(sim, a fotografia acima é do filme control e quem está com ian não é deborah, sua mulher e destinatária deste poema, mas sim annick).
1 de dezembro de 2008
sexo até à morte.

[exhaustion] I always liked that word. depleted, dissipated, spent. those are good ones.but exhaustion..sounds like what it is.
(sex and death 101 de daniel waters)
um filme que supus ser apenas mais uma parvoíce para ver numa sexta feira à noite revelou-se uma agradável surpresa. com winona ryder e simon baker nos principais papéis, esta comédia light com um toque de humor negro conta a história de rod, um homem de sucesso, que recebe uma lista onde consta o nome de todas as mulheres com quem se relacionou...e aquelas com quem ainda se irá relacionar. e de como essa lista pôs em causa tudo o que ele tomou como garantido. e a história de gillian, ou death nell, o pior pesadelo dos homens que se cruzam no seu caminho. a história culmina com o delicioso diálogo entre as duas personagens que se encontram num café e onde partilham as suas histórias. two thumbs up!
19 de novembro de 2008
12 de novembro de 2008
()
(nossa foto)
a cidade esta deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte.
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas...
em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura,
ora amarga, ora doce.
para nos lembrar que o amor é uma doença
quando nele julgamos ver a nossa cura.
(ornatos violeta, ouvi dizer)
amanhã tenho frequência de textualidades e apetece-me tudo menos mergulhar nos livros.
era uma cura para a apatia, se faz favor.
<r3
era uma cura para a apatia, se faz favor.
<r3
4 de novembro de 2008
27 de outubro de 2008
do outro lado.
um filho e um pai, uma mãe e uma filha, uma filha e uma mãe. a amizade e o amor, que acontece no acaso da política, da cultura, e que por acaso se desfaz e por acaso se refaz . um filme muito bonito e muito inteligente, sobre o que liga e separa as pessoas.
bendito medeia card!
bendito medeia card!
21 de outubro de 2008
paris.

watch other people live. wonder who they are, where they go? they become heroes in my little stories.
(so ist paris de cédric klapisch)
uma visão multifacetada e deliciosa da cidade do romance. a história de pierre e da sua doença. uma perspectiva da morte que faz com que valorize a sua vida e a das pessoas com quem se cruza diariamente no seu bairro. as suas histórias, os seus problemas, os seus encontros e as suas emoções. um must see! (L)
16 de outubro de 2008
planos para depois.
13 de outubro de 2008
the tracey fragments.
6 de outubro de 2008
sexto.

Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
(principezinho)
cativaste-me. esse teu jeito despenteado que me encanta cada vez que te leio. agora sim, posso dizer que encontrei o meu porto de abrigo, a minha metade da fruta. apertas-me a mão, segredas-me ao ouvido: amo-te. baixo os olhos, sorrio, revigorada pela ousadia corajosa de não querer voltar a perder.
29 de setembro de 2008
23 de setembro de 2008
22 de setembro de 2008
primeiro.
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